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Novo algoritmo da IBM prevê Alzheimer através da análise da escrita

Novo algoritmo da IBM prevê Alzheimer através da análise da escrita





Um novo algoritmo de inteligência artificial criado por pesquisadores da IBM é capaz de prever quem poderá desenvolver a doença de Alzheimer no futuro, simplesmente observando os padrões de escrita da pessoa alguns anos antes do aparecimento dos sintomas iniciais.


De acordo com uma reportagem publicada no The New York Times na segunda-feira (1), o único requisito exigido é que as pessoas contem ao algoritmo uma história. Comparando diversas amostras de escrita dos participantes da pesquisa ao longo dos anos, a sequência lógica prevê o início do Alzheimer com 75% de precisão.





A descoberta coloca à disposição dos médicos uma poderosa ferramenta não só capaz de detectar a doença de Alzheimer, mas também uma ampla variedade de doenças neurológicas graves que, segundo os cientistas, também possuem padrões de linguagem próprios indicativos dos primeiros sinais de alerta das doenças.


O teste (Fonte: Elif Eyigoz et al./Divulgação)

O teste (Fonte: Elif Eyigoz et al./Divulgação)

Fonte:  Elif Eyigoz et al. 


Como foi realizado o estudo da IBM?

Publicado em outubro do ano passado na tradicional revista científica The Lancet, o estudo neurológico trabalhou com 703 amostras de 270 participantes, que foram convidados a descrever com detalhes o que estava acontecendo em uma imagem simples, processo repetido várias vezes ao longo de 7 anos e meio.


Especificamente para a análise do Alzheimer, os pesquisadores avaliaram um grupo de 80 homens e mulheres na faixa de 80 anos, dos quais metade desenvolveu a doença degenerativa e os demais não. No entanto, os testes cognitivos realizados nos primeiros encontros eram absolutamente normais.


Mas, já naquele período, o programa de inteligência artificial havia previsto, com uma acurácia que hoje se revelou em 75%, quais sujeitos iriam desenvolver  a doença. O algoritmo detectou, na época em que todos apresensentavam resultados normais, um grupo de participantes que eram mais repetitivos no uso das palavras.


Esses sujeitos, indicados como propensos a desenvolver a doença de Alzheimer, também cometeram erros, soletraram palavras de forma incorreta e usaram a “linguagem telegráfica”, uma forma de comunicação lacônica,

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